regresso
Regresso ao "Debaixo dos Arcos"
Este espaço pretende apenas apresentar publicamente uma visão sobre o futebol (com outras modalidades à mistura), de forma desapaixonada, independentemente da(s) cor(es) clubística(s). Sem qualquer pretensão oficiosa ou oficial. E que conta com a preciosa colaboração da Mi Gonçalves.
Documentação Oficial
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
domingo, 20 de novembro de 2011
A ler os outros... Luis Avelãs.
No rescaldo o jogo de e ontem entre a Académica e o F.C. Porto, e no seguimento do que já, por diversas vezes, aqui referi, está muito interessante este texto do jornalista do Record, Luis Avelãs: "Vitor Pereira: a alucinação do líder".
No seguimento do que escrevi ontem - "Da glória à banalidade" a opinião do Luis Avelãs vai perfeitamente ao encontro da argumentação que tenho tido, desde o princípio da época, em relação ao Porto 2011/2012 e, nomeadamente, na responsabilidade da SAD e do treinador em todo este desaire desportivo que tem sido o inicio (quatro meses após) desta época.
Tal como o Luis afirma, também acho que:
Mas para além da questão da preparação da época, do erro de análise e gestão da saída de Villas Boas e entradas e saídas no plantel que cabem, em parte significativa, à direcção da SAD, o certo é que:
Neste aspecto seguinte, também eu estou à vontade. E mais ainda porque também no momentos mais positivos sempre achei que a sorte acompanhou mais a equipa do que o mérito:
Estou à vontade para criticar Vítor Pereira. Ao invés de muitos, nomeadamente os mais acérrimos sócios e adeptos azuis e brancos, sempre disse que este não era o homem certo para suceder a Villas-Boas.
Vítor Pereira, pura e simplesmente, não tem currículo para liderar nenhuma equipa do escalão principal, quanto mais o FC Porto.
O artigo de opinião de Luis Avelãs termina com uma nota bastante importante e relevante.
Tal como eu dizia ontem numa nota simples no facebook - "Vitor Pereira sê Homem e bate com a porta" - também o jornalista do Record frisa a mesma realidade. Seria etica e moralmente muito mais nobre que Vitor Pereira, face a toda a realidade, descesse do "bico dos pés" e assentasse os pés no chão. A bem do Porto:
sábado, 19 de novembro de 2011
Da glória à banalidade...
Não podia ficar calado... mais uma vez! Pelo cansaço, pel desilusão, pela frustração (raiva, se quiserem).
Perder é normal em qualquer modalidade desportiva. Ser banal é que não faz parte dos vencedores.
Entendo que o Pinto da Costa seja considerado o melhor Presidente/Dirigente, pela experiência, pela vivência, por tudo o que deu ao clube (e o que recebeu), por todos os anos…
Mas o facto de poder ser o melhor não impede que não se cometam erros. De facto, longe vai a época de Quinito e Couceiro; já há algumas décadas que o FC Porto domina o panorama do futebol nacional com expressão além-fronteiras; já há vários anos que o Porto tem sido gerido, preparado, construído ano após ano com consistência, sempre com a preocupação de continuidade de trabalho, de qualidade, de competitividade, de espírito de vitória.
Este ano nada disto aconteceu… em termos de gestão tudo parece ter sido feito com displicência, com desprezo pela concorrência, com completo desleixo. E tudo começou com o episódio Villas Boas, acabando no “sai… não sai” de vários jogadores, passando pelas contratações de novos jogadores que não garantem a qualidade que o clube sempre pautou e por uma escolha para treinador responsável sem qualidade, sem saber, sem capacidade para liderar um clube habituado a não perder.
E não faz qualquer sentido esta atitude da SAD do Clube. É mais que notório o descalabro desportivo da equipa: fora da Taça de Portugal de forma humilhante (parabéns à Briosa); perto de não passar à fase seguinte da Liga dos Campeões; mesmo que em primeiro lugar na Liga, muito por culpa de um campeonato nivelado por baixo, sem qualidade, mesmo que se possa dizer mais equilibrado (o que não significa com maior qualidade, quer dos ditos grandes, quer das outras equipas… joga-se muito mal em Portugal).
Mas o mais preocupante é este continuar de “oportunidade” na continuação de um trabalho de Vitor Pereira que já vimos ser desastroso, sem qualidade e deprimente.
A equipa não demonstra qualidade, não tem filosofia nem princípio de jogo, os jogadores “arrastam-se “ no campo, sem alma, sem capacidade de resposta e explosão competitiva.
O Futebol Clube do Porto passou da glória a uma equipa normalíssima, sem marcar a diferença, sem se desmarcar da concorrência e de um campeonato com baixa qualidade.
Em cerca de seis meses, Vitor Pereira (e consequente este prolongar da agonia por parte da SAD) destruiu um grupo que ganhou tudo, que marcava a diferença do futebol nacional. Destrui um conjunto de jogadores com capacidades profissionais (técnicas e táticas) elevadas, um espírito de grupo, uma identidade clubística.
Só para recordar esta noite, o F.C. Porto esteve nas últimas quatro finais da Taça e em 26 eliminatórias consecutivas.
Para concluir, são algumas as vozes que “clamam” por Pedro Emanuel como treinador dos Dragões.
Se o Pedro tem, e não duvido disso, capacidade técnica, porque não foi então aproveitado quando esteve no clube?
Face à identidade e cultura vencedora do Porto, face à sua história desportiva, o F.C. Porto não pode ser um laboratório de treinadores jovens, sem experiência, mesmo que com alguma capacidade…
O Porto tem de ser e ter os melhores… se não de nada valerá a mística, a história, a alma de um clube que é mais do que futebol e do que desporto: uma “nação”!
Perder é normal em qualquer modalidade desportiva. Ser banal é que não faz parte dos vencedores.
Entendo que o Pinto da Costa seja considerado o melhor Presidente/Dirigente, pela experiência, pela vivência, por tudo o que deu ao clube (e o que recebeu), por todos os anos…
Mas o facto de poder ser o melhor não impede que não se cometam erros. De facto, longe vai a época de Quinito e Couceiro; já há algumas décadas que o FC Porto domina o panorama do futebol nacional com expressão além-fronteiras; já há vários anos que o Porto tem sido gerido, preparado, construído ano após ano com consistência, sempre com a preocupação de continuidade de trabalho, de qualidade, de competitividade, de espírito de vitória.
Este ano nada disto aconteceu… em termos de gestão tudo parece ter sido feito com displicência, com desprezo pela concorrência, com completo desleixo. E tudo começou com o episódio Villas Boas, acabando no “sai… não sai” de vários jogadores, passando pelas contratações de novos jogadores que não garantem a qualidade que o clube sempre pautou e por uma escolha para treinador responsável sem qualidade, sem saber, sem capacidade para liderar um clube habituado a não perder.
E não faz qualquer sentido esta atitude da SAD do Clube. É mais que notório o descalabro desportivo da equipa: fora da Taça de Portugal de forma humilhante (parabéns à Briosa); perto de não passar à fase seguinte da Liga dos Campeões; mesmo que em primeiro lugar na Liga, muito por culpa de um campeonato nivelado por baixo, sem qualidade, mesmo que se possa dizer mais equilibrado (o que não significa com maior qualidade, quer dos ditos grandes, quer das outras equipas… joga-se muito mal em Portugal).
Mas o mais preocupante é este continuar de “oportunidade” na continuação de um trabalho de Vitor Pereira que já vimos ser desastroso, sem qualidade e deprimente.
A equipa não demonstra qualidade, não tem filosofia nem princípio de jogo, os jogadores “arrastam-se “ no campo, sem alma, sem capacidade de resposta e explosão competitiva.
O Futebol Clube do Porto passou da glória a uma equipa normalíssima, sem marcar a diferença, sem se desmarcar da concorrência e de um campeonato com baixa qualidade.
Em cerca de seis meses, Vitor Pereira (e consequente este prolongar da agonia por parte da SAD) destruiu um grupo que ganhou tudo, que marcava a diferença do futebol nacional. Destrui um conjunto de jogadores com capacidades profissionais (técnicas e táticas) elevadas, um espírito de grupo, uma identidade clubística.
Só para recordar esta noite, o F.C. Porto esteve nas últimas quatro finais da Taça e em 26 eliminatórias consecutivas.
Para concluir, são algumas as vozes que “clamam” por Pedro Emanuel como treinador dos Dragões.
Se o Pedro tem, e não duvido disso, capacidade técnica, porque não foi então aproveitado quando esteve no clube?
Face à identidade e cultura vencedora do Porto, face à sua história desportiva, o F.C. Porto não pode ser um laboratório de treinadores jovens, sem experiência, mesmo que com alguma capacidade…
O Porto tem de ser e ter os melhores… se não de nada valerá a mística, a história, a alma de um clube que é mais do que futebol e do que desporto: uma “nação”!
domingo, 23 de outubro de 2011
Cada tiro...
Ultimamente, num estranho F.C. Porto, os acontecimentos desenrolam-se em catadupa, infelizmente pelas piores razões.
E afirmamos "estranho" porque nada do que se vive no clube faz parte da sua história, da sua identidade, do seu percurso desportivo.
A par dos resultados desportivos, dos erros de gestão da administração, da 'impreparação' da equipa técnica, surge uma imagem em nada dignificante para o clube e muito distante do que foi, até esta época, uma das características fundamentais do F.C. Porto: a sua blindagem face ao exterior.
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| (créditos: Luis Vieira / Record) |
Mas mesmo que não fosse esta a identidade do clube, qualquer treinador, de qualquer modalidade (e aqui falo com directo conhecimento de causa), sabe a importância e o valor que tem a união do grupo e um balneário "forte" e "blindado".
Seja qual for a realidade desportiva do momento, qualquer treinador, de qualquer modalidade (e volto a falar com directo conhecimento de causa), sabe a importância e o valor que tem, para o nível emotivo e psicológico de um grupo, o recato e a não exposição mediática da crítica.
Esta atitude do treinador do F. C. Porto - "Críticas à equipa no treino após empate com o Apoel" - é criticável a todos os níveis e inaceitável em qualquer escalão, nível competitivo ou modalidade... mesmo que a análise ao momento da equipa seja válida. Até porque esse momento, uma grande parte do fracasso, é da sua responsabilidade (ou à falta dela).
Em vésperas de um importante jogo que será desdobrado em objectivos múltiplos (reencontro com a massa associativa, melhor imagem desportiva, recuperação do sentido de grupo, não perder a liderança) espero que o feitiço não se vire contra o feiticeiro.
domingo, 18 de setembro de 2011
Vergonha (resumo prévio da quinta)
À quinta jornada o FC Porto perdeu os primeiros pontos neste campeonato 2011/2012 ao empatar com o Feirense, em Aveiro. Nada deste facto, relatado tal e qual e de forma tão simplista, teria algo de extraordinário. No fundo tratava-se de futebol e da própria realidade de um jogo.
Mas a verdade é que este resultado (empate a zero) tem tudo para traduzir uma realidade até à data disfarçada. Ou se quisermos várias realidades inquietantes, já expressas em diversos momentos, neste espaço (mesmo que em contradição/oposição com a Mi Gonçalves).
Comecemos pelo topo da pirâmide. São apontáveis vários factos, o primeiro um fantasma que ainda paira dobre o Dragão: a saída inesperada de André Villas Boas. E saídas inesperadas é algo que há vários anos já estava arredado do dia-a-dia desportivo dos portistas. Mas como se tal não bastasse, Pinto da Costa apresenta uma alternativa ainda mais inesperada e extraordinária: o inexperiente Victor Pereira. E, pessoalmente, a realidade é só uma: o treinador do Porto não tem qualidade (nem técnica, nem táctica, nem organizacional) para assumir este cargo carregado de responsabilidade, competitividade e obrigatoriedade de vencer.
Ainda preocupante é a veleidade com que a administração do FC Porto tratou o plantel junto da sua equipa técnica: descurou as saídas, comprou com qualidade duvidosa, não encontrou as devidas e necessárias alternativas às saídas, principalmente as de maior "vulto" e peso. Resultado: FC Porto tornou-se uma equipa dependente de dois jogadores... Hulk e Moutinho. Muito pouco para quem tem a obrigação de ganhar. A não ser que para a administração/direcção do Porto o facto de, nas últimas décadas, ser tão normal o Porto ganhar que é indiferente que se "queime" uma época, num total desrespeito pela história, pela identidade, pelo sócios e simpatizantes do clube.
Mas a verdade é que o resultado de hoje (ao qual temos de juntar algum mérito do Feirense pela forma como encarou o jogo) vem revelar falta de liderança e gestão técnica, erros na abordagem e leitura do jogo, já repetidos anteriormente (escolha do onze, princípio do jogo, substituições efectuadas), uma equipa desestruturada, sem capacidade competitiva (falta de pressão, sem ligação entre sectores, fragilidades gritantes no sector defensivo e no "coração da área"), sub-rendimento colectivo e individual, excessiva dependência de Hulk e João Moutinho.
Uma equipa sem princípio e modelo de jogo consistentes, sem disciplina táctica (hoje, no encontro frente ao Feirense, foi de uma anarquia total desesperante), sem humildade (muito convencida que tudo são facilidades e que os três pontos acabam sempre por acontecer), ...
E, para finalizar, mas sem nada a ver, directamente, com este primeiro deslize, esta época vai ser aflitiva para o FC Porto com o "andar da carruagem". Sem nenhuma confiança na revalidação do título. E infelizmente, e com enorme vergonha, por CULPA PRÓPRIA.
(se me enganar, cá estarei para dar a mão à palmatória).
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