regresso

Regresso ao "Debaixo dos Arcos"
Este espaço pretende apenas apresentar publicamente uma visão sobre o futebol (com outras modalidades à mistura), de forma desapaixonada, independentemente da(s) cor(es) clubística(s). Sem qualquer pretensão oficiosa ou oficial. E que conta com a preciosa colaboração da Mi Gonçalves.
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terça-feira, 10 de abril de 2012

Competividade, incompetência e falta de qualidade



Sim, incompetência. Maior, menor ou igual, mas incompetência. Temos um campeonato competitivo? Sim, temos. O problema aparece quando falamos de qualidade futebolística... que foi algo que este campeonato raramente teve..! Nem grandes, nem pequenos, não houve ninguém capaz de nos atrair com a qualidade do seu futebol, (e ainda faltam quatro jornadas...). Veremos o que nos reservam este últimos jogos, nada de muito auspicioso, certamente.
Voltamos ao mesmo, chamam-lhe "emoção até ao fim" e insistem em equipará-la à qualidade! Porra, mas não percebem português? Uma coisa é emoção, outra, completamente diferente é qualidade e, isso, o nosso campeonato - esta época - está longe de ter/apresentar! Uns perderam o treinador e o avançado, em troca receberam um pseudo-aprendiz de técnicas de treino e um pseudo-aspirante a avançado, sim, que o gajo nem uma bola recebe em condições, que fará marcar golos! Outros inventaram um plantel, até tiveram direito a treinador, mas a vontade era pouca e os árbitros, meus senhores, não desculpam tudo! Ah, esperem, ainda falta a equipa do "catedrático do futebol", bom, essa (com tanto craque lá metido, admito), manteve a mesma bazófia de sempre. (Não, Jorge Jesus, não foi por culpa dos àrbitros que não ganhaste pontos aqui ou ali, foi mesmo pela tua falta de qualidade!).
Finalmente, temos o Braga, equipa reconstruída, vários jogadores das camadas jovens dos outros 3 grandes - sim, o Braga já é um grande! -, muitos deles a custo zero e com um treinador inteligente. Sim, Leonardo Jardim é inteligente, acabou por ficar fora da luta pelo campeonato em apenas dois jogos, mas é mesmo assim, ao Braga falta estofo de campeão e, talvez, uma estrelinha da sorte.
E, no final desta embrulhada, o pseudo-aprendiz está prestes a ser campeão. Ele, outro que foi soltando bazófia ao longo de alguns jogos, sem nada fazer para tal, vai inserir o seu nome na lista de treinadores campeões. (Isto é um ultraje aos verdadeiros treinadores. Tenho dito!). Acho que tivemos um dos campeonatos mais míseraveis, no que toca a qualidade de jogo, de que ha memória. Pois é, meus caros, assim vai o futebol português e o seu campeonato que é, na sua grande maioria, jogado por sul-americanos e malta que fala castelhano.



P.S.: Isto é só a opinião de alguém que acha que percebe da coisa, mas que, na realidade, não percebe nada. Só tem a mania!

domingo, 20 de novembro de 2011

A ler os outros... Luis Avelãs.

No rescaldo o jogo de e ontem entre a Académica e o F.C. Porto, e no seguimento do que já, por diversas vezes, aqui referi, está muito interessante este texto do jornalista do Record, Luis Avelãs: "Vitor Pereira: a alucinação do líder".
 
No seguimento do que escrevi ontem - "Da glória à banalidade" a opinião do Luis Avelãs vai perfeitamente ao encontro da argumentação que tenho tido, desde o princípio da época, em relação ao Porto 2011/2012 e, nomeadamente, na responsabilidade da SAD e do treinador em todo este desaire desportivo que tem sido o inicio (quatro meses após) desta época.
Tal como o Luis afirma, também acho que:
Mas para além da questão da preparação da época, do erro de análise e gestão da saída de Villas Boas e entradas e saídas no plantel que cabem, em parte significativa, à direcção da SAD, o certo é que:
Neste aspecto seguinte, também eu estou à vontade. E mais ainda porque também no momentos mais positivos sempre achei que a sorte acompanhou mais a equipa do que o mérito:
O artigo de opinião de Luis Avelãs termina com uma nota bastante importante e relevante.
Tal como eu dizia ontem numa nota simples no facebook - "Vitor Pereira sê Homem e bate com a porta" - também o jornalista do Record frisa a mesma realidade. Seria etica e moralmente muito mais nobre que Vitor Pereira, face a toda a realidade, descesse do "bico dos pés" e assentasse os pés no chão. A bem do Porto:

sábado, 19 de novembro de 2011

Da glória à banalidade...

Não podia ficar calado... mais uma vez! Pelo cansaço, pel desilusão, pela frustração (raiva, se quiserem).
Perder é normal em qualquer modalidade desportiva. Ser banal é que não faz parte dos vencedores.

Entendo que o Pinto da Costa seja considerado o melhor Presidente/Dirigente, pela experiência, pela vivência, por tudo o que deu ao clube (e o que recebeu), por todos os anos…
Mas o facto de poder ser o melhor não impede que não se cometam erros. De facto, longe vai a época de Quinito e Couceiro; já há algumas décadas que o FC Porto domina o panorama do futebol nacional com expressão além-fronteiras; já há vários anos que o Porto tem sido gerido, preparado, construído ano após ano com consistência, sempre com a preocupação de continuidade de trabalho, de qualidade, de competitividade, de espírito de vitória.
Este ano nada disto aconteceu… em termos de gestão tudo parece ter sido feito com displicência, com desprezo pela concorrência, com completo desleixo. E tudo começou com o episódio Villas Boas, acabando no “sai… não sai” de vários jogadores, passando pelas contratações de novos jogadores que não garantem a qualidade que o clube sempre pautou e por uma escolha para treinador responsável sem qualidade, sem saber, sem capacidade para liderar um clube habituado a não perder.

E não faz qualquer sentido esta atitude da SAD do Clube. É mais que notório o descalabro desportivo da equipa: fora da Taça de Portugal de forma humilhante (parabéns à Briosa); perto de não passar à fase seguinte da Liga dos Campeões; mesmo que em primeiro lugar na Liga, muito por culpa de um campeonato nivelado por baixo, sem qualidade, mesmo que se possa dizer mais equilibrado (o que não significa com maior qualidade, quer dos ditos grandes, quer das outras equipas… joga-se muito mal em Portugal).

Mas o mais preocupante é este continuar de “oportunidade” na continuação de um trabalho de Vitor Pereira que já vimos ser desastroso, sem qualidade e deprimente.
A equipa não demonstra qualidade, não tem filosofia nem princípio de jogo, os jogadores “arrastam-se “ no campo, sem alma, sem capacidade de resposta e explosão competitiva.
O Futebol Clube do Porto passou da glória a uma equipa normalíssima, sem marcar a diferença, sem se desmarcar da concorrência e de um campeonato com baixa qualidade.
Em cerca de seis meses, Vitor Pereira (e consequente este prolongar da agonia por parte da SAD) destruiu um grupo que ganhou tudo, que marcava a diferença do futebol nacional. Destrui um conjunto de jogadores com capacidades profissionais (técnicas e táticas) elevadas, um espírito de grupo, uma identidade clubística.

Só para recordar esta noite, o F.C. Porto esteve nas últimas quatro finais da Taça e em 26 eliminatórias consecutivas.

Para concluir, são algumas as vozes que “clamam” por Pedro Emanuel como treinador dos Dragões.
Se o Pedro tem, e não duvido disso, capacidade técnica, porque não foi então aproveitado quando esteve no clube?
Face à identidade e cultura vencedora do Porto, face à sua história desportiva, o F.C. Porto não pode ser um laboratório de treinadores jovens, sem experiência, mesmo que com alguma capacidade…

O Porto tem de ser e ter os melhores… se não de nada valerá a mística, a história, a alma de um clube que é mais do que futebol e do que desporto: uma “nação”!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Perto do fim...

O assumir de que a equipa se tornou num simples conjunto de jogadores, que o espírito de sacrifício em prol da equipa tomou vontade própria. Deixou de fazer sentido apelidar-vos de equipa.
Tornaram-se banais! Não querem saber do próximo, só de vós mesmos. Destruíram a união que existia. Mas, pior de tudo, não se arranja uma explicação plausível para que tal tenha acontecido. É triste ver-vos perdidos dentro de campo, sim , perdidos! Não vos dão ordens? Não as acatam? não entendem? São teimosos? Estão contra o treinador? Gostava de entender, gostava mesmo. Destruíram uma união entre jogadores e adeptos como há muito não se via. Já deviam ter entendido que no FC Porto não há espaço, nem tempo, para acomodações.
Têm de jogar sempre nos limites! Ter amor à camisola, garra, paixão, ambição…
Muito terá de mudar para que a nossa confiança em todos vós volte a ser o que era.
Parte da culpa é de Vítor Pereira, é facto. Mas também é vossa, uma vez que, quando dentro de campo, não se vislumbra uma réstia de vontade!
Pedimos empenho!
Atitude dentro de campo, mesmo não ganhado esforcem-se, sim, porque não é isso que temos visto!
Nós, PORTISTAS, estamos no estádio de alma e coração. E vocês, que recebem os milhares, também estão dispostos a deixar tudo em campo?!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Por um canudo...

O Futebol Clube do Porto deu um passo atrás, de gigante, para o apuramento para a segunda fase da Liga dos Campeões 2012, após o empate a uma bola frente ao Apoel do Chipre.
Não pretendendo entrar em pormenores do jogo que me levariam a preencher parágrafos atrás de parágrafos, caindo na óbvia repetição do que, por demasiadas vezes, venho escrevendo desde a pré-época: plantel desiquilibrado, más contratações, planeamento da época questionável, treinador sem competência para este clube, erros de gestão da direcção. Resultado... um triste F. C. Porto, que, semana após semana, jogo após jogo, vai, numa só época, conseguir apagar toda a reecente história de sucesso desportivo (mesmo nos anos em que não foi campeão).
Em relação ao jogo de ontem, resta transcrever a reacção nas redes sociais ao ver tão paupérrimo desempenho.
"Com um treinador como este, tenho vergonha de ser portista. É isto!!!
Uma coisa é a equipa desiquilibrada, o adversário ser melhor, o azar do futebol, o esforço que se devia notar, o trabalho semanal que deve ser um recreio completo. São erros tácticos, técnicos, de planeamento, de princípios e modelos de jogo, de gestão de recursos. Erros demasiados... CHEGA!!!
Outra coisa é ter um gajo no banco e a comandar uma equipa com a responsabilidade do FC Porto e nem para as escolinhas servir... WTF!!
E eu já venho a falar disto desde a pré-época... isso ninguém me pode acusar! Mas a culpa não é só dele... este ano a Direcção do Clube, desde o episódio de Villas Boas é asneiras atrás de asneiras..."
"Depois da vergonha de hoje, de um treinador de bosta, da falta de entrega e profissionalismo dos jogadores, não merecemos ir mais além na Liga Campeões. Isto é para Campeões! Não é para meninos...
Brinquem na Taça de Portugal que é a única coisa que nos safa!"
E é isto...

sábado, 8 de outubro de 2011

Supertaça Basquetebol é "azul e branca"

Na entrada para a temporada de basquetebol 2011-2012, o Futebol Clube do Porto apresenta-se como detentor do título de campeão.
(fonte: agência lusa)
E foi nessa qualidade que conquistou, na passada quarta-feira,em Vagos, o primeiro troféu da época: A 27ª Supertaça de Basquetebol.
Frente a frente a equipa campeã nacional da época transacta, o FC Porto e a equipa madeirense do CAB.
Resultado final: 76-62, fruto da superioridade portista e de uma vantagem de 11 pontos registada ao intervalo e que foi sido mantida sem que o jogo tivesse tidos momentos de alguma espectacularidade, fruto do início da época. Muitos erros colmatados com espírito de sacrificio e esforço adicional.
Destaque para as prestações dos atletas da formação do Porto, Gregory Stempin e Miguel Miranda. O internacional português foi, aliás, eleito MVP da partida.
Registo para o facto do F.C.Porto ter conquistado o único troféu que faltava no currículo de Moncho López à frente da formação portista, desde que chegou em Maio de 2009: Taça da Liga, Taça de Portugal, Troféu António Pratas, Campeonato da Liga e, agora, Supertaça.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A Champions por um canudo...

O FC Porto deu um passo atrás na Liga dos Campeões com a derrota, hoje, na Rússia, frente ao Zenit St. Petersburg (do português Danny) por 3-1. Mas pior do que ter perdido (aliás algo que se poderia aceitar com alguma naturalidade face ao valor do adversário e ao facto de jogar “fora”) foi o resultado em si e, mais propriamente, a imagem e a prestação desportiva. Qualquer coisa entre o deplorável e o enfadonho. E logo no dia do 118º aniversário do clube.
No entanto, nada que surpreenda e uma realidade já por diversas vezes aqui aflorada (quer por mim, quer pela Mi Gonçalves).
A questão é que, desde o jogo com o Feirense, em Aveiro, o FC Porto tem-se revelado, nesta época e a todos os níveis, um clube perfeitamente banal.
Primeiro, ao nível directivo. Foram vários os erros cometidos e incompatíveis com a tradição e imagem de rigor na gestão desportiva sempre demonstrados: casos de André Villas-Boas; Falcao; as novas contratações (de qualidade tão duvidosa); a formação do plantel; a contratação de Vitor Pereira; a “quase” venda de Alvaro Pereira, entre outros.
Segundo, ao nível competitivo. Este ano foram demasiados os erros para um clube habituado a ser rigoroso, profissional, competente, vitorioso. A má preparação na pré-época; a constituição de uma equipa desequilibrada e estruturada em apenas dois jogadores (Hulk e Moutinho); a não substituição das saídas e reforço de sectores mais débeis (por exemplo, o defensivo); e, por fim e não menos notória, a perda da mística e da identidade do clube.
Terceiro, a contratação de uma equipa técnica, nomeadamente o seu Treinador, que não está à altura da responsabilidade, nível competitivo e dos objectivos ganhadores do clube. E esta realidade foi, mais uma vez, claramente evidenciada no jogo de hoje (tal como o foi nas duas últimas jornadas da Liga ZonSagres). Enquanto os resultados vão aparecendo a realidade vai sendo escondida, dissimulada. Mas a verdade é que os factos são mais fortes e mais evidentes. E, tal como surgiram no jogo com o rival Benfica os primeiros sintomas de fragilidade, hoje voltaram a ser evidenciados na tentativa de transpor para factores externos a responsabilidade dos resultados. Na sexta-feira passada foi a arbitragem (mesmo sem se saber bem onde, como e porquê); hoje foi a expulsão, a inferioridade numérica. Curiosamente, Vitor Pereira tinha acusado o treinador do Benfica de nunca assumir as responsabilidades pelos fracassos e de disparar em todas as direcções. Afinal, quem nem sequer sabe olhar para o seu umbigo e para o interior da sua equipa é Vitor Pereira.
A equipa joga mal, não tem agressividade, não tem princípio nem filosofia de jogo, não há pressão, explosão, ligação entre os sectores, está desarticulada e desequilibrada. Hoje, o FC Porto é uma equipa sem alma, sem carácter. E o resultado não se pode justificar com a expulsão de Fucille. Aliás, sintoma da fragilidade anímica da equipa e dos jogadores (porque também o golo portista foi irregular) e da falta de rigor e disciplina internas. E isso está a reflectir-se na prestação dos jogadores, mesmo na de Hulk que hoje esteve perfeitamente apagado.
Acresce a estes episódios, o facto de Vitor Pereira demonstrar bastante incompetência face à responsabilidade do que é treinar a equipa do Futebol Clube do Porto. Erros demasiados na preparação dos jogos, falhas nos planos e programação dos treinos (reflectidos no jogos), falta de rigor e liderança, demasiados erros nas análises tácticas dos jogos (notórias no jogo com o Benfica e gritantes no de hoje).
Este não é um FC Porto habituado à glória e à vitória.
Será cansaço de tanto conquistar?! Será cansaço de liderança?!
O certo é que o Porto, este ano, não está bem… não é o que era!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Vítor, explicas-me?

Menosprezar o adversário dá sempre mau resultado. Foi isso que aconteceu ontem com a equipa o FC Porto, excesso de confiança, garantia de vitória (praticamente) certa só pelo nome do adversário? Não sei! Mas, muito sinceramente, gostaria de saber.
Hulk e Álvaro postos de parte logo na convocatória, poupanças, será?
Estreia de Mangala a titular no centro da defesa ao lado de Rolando, um meio campo sem um trinco, lá na frente sem Hulk.
Equipa sonolenta, sem vontade, falta de motivação, acomodação? Pensam que as vitórias estão garantidas só pelo emblema que levam junto ao peito? Não, as coisas não funcionam assim, é preciso esforço, ambição, paixão… e, isso, a nossa equipa não teve no jogo de ontem frente ao Feirense que, diga-se, fez um belo jogo. Vítor Pereira acomodou-se, menosprezou o adversário e foi essa a mensagem transmitida para dentro de campo, apenas e só!
Quem tira o ponta-de-lança ao intervalo com o jogo empatado a zero e coloca mais um extremo ficando, assim, sem avançado centro só pode ter a certeza que a vitória está garantida. Eu pergunto: ter um avançado no banco e enches a equipa de médios e extremos? A mobilidade não ganha jogos e, contra equipas bem organizadas como o Feirense, é preciso fazer pela vida. Na minha óptica foram erros de principiante. Não te desculpes com a falta de sorte de duas bolas aos postes, contra o Setúbal foram três e ganhámos, contra o Shakhtar novamente três e ganhámos. Faltou convicção e vontade. A sorte não se tem, procura-se!
Vítor Pereira, espero que te sirva de lição, a ti e toda a equipa! Os jogos não estão ganhos só “porque sim”!
Nota final para o Feirense, apresentou-se muito bem, organizado, melhor que muitos que por aí andam. E não, o FC Porto não perdeu dois pontos, da maneira como correu o jogo ganhou um!

P.S.: James, James, que foste tu fazer? Nervosinho o miúdo! Nem o desespero pelos três pontos justifica tal atitude. Foste expulso, e muito bem!

domingo, 18 de setembro de 2011

Vergonha (resumo prévio da quinta)

À quinta jornada o FC Porto perdeu os primeiros pontos neste campeonato 2011/2012 ao empatar com o Feirense, em Aveiro. Nada deste facto, relatado tal e qual e de forma tão simplista, teria algo de extraordinário. No fundo tratava-se de futebol e da própria realidade de um jogo.
Mas a verdade é que este resultado (empate a zero) tem tudo para traduzir uma realidade até à data disfarçada. Ou se quisermos várias realidades inquietantes, já expressas em diversos momentos, neste espaço (mesmo que em contradição/oposição com a Mi Gonçalves).
Comecemos pelo topo da pirâmide. São apontáveis vários factos, o primeiro um fantasma que ainda paira dobre o Dragão: a saída inesperada de André Villas Boas. E saídas inesperadas é algo que há vários anos já estava arredado do dia-a-dia desportivo dos portistas. Mas como se tal não bastasse, Pinto da Costa apresenta uma alternativa ainda mais inesperada e extraordinária: o inexperiente Victor Pereira. E, pessoalmente, a realidade é só uma: o treinador do Porto não tem qualidade (nem técnica, nem táctica, nem organizacional) para assumir este cargo carregado de responsabilidade, competitividade e obrigatoriedade de vencer.
Ainda preocupante é a veleidade com que a administração do FC Porto tratou o plantel junto da sua equipa técnica: descurou as saídas, comprou com qualidade duvidosa, não encontrou as devidas e necessárias alternativas às saídas, principalmente as de maior "vulto" e peso. Resultado: FC Porto tornou-se uma equipa dependente de dois jogadores... Hulk e Moutinho. Muito pouco para quem tem a obrigação de ganhar. A não ser que para a administração/direcção do Porto o facto de, nas últimas décadas, ser tão normal o Porto ganhar que é indiferente que se "queime" uma época, num total desrespeito pela história, pela identidade, pelo sócios e simpatizantes do clube.
Mas a verdade é que o resultado de hoje (ao qual temos de juntar algum mérito do Feirense pela forma como encarou o jogo) vem revelar falta de liderança e gestão técnica, erros na abordagem e leitura do jogo, já repetidos anteriormente (escolha do onze, princípio do jogo, substituições efectuadas), uma equipa desestruturada, sem capacidade competitiva (falta de pressão, sem ligação entre sectores, fragilidades gritantes no sector defensivo e no "coração da área"), sub-rendimento colectivo e individual, excessiva dependência de Hulk e João Moutinho.
Uma equipa sem princípio e modelo de jogo consistentes, sem disciplina táctica (hoje, no encontro frente ao Feirense, foi de uma anarquia total  desesperante), sem humildade (muito convencida que tudo são facilidades e que os três pontos acabam sempre por acontecer), ...
E, para finalizar, mas sem nada a ver, directamente, com este primeiro deslize, esta época vai ser aflitiva para o FC Porto com o "andar da carruagem". Sem nenhuma confiança na revalidação do título. E infelizmente, e com enorme vergonha, por CULPA PRÓPRIA.
(se me enganar, cá estarei para dar a mão à palmatória).

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Reposta a normalidade...

O campeão nacional FC Porto acertou o calendário e repôs a normalidade na classificação.
Jogo em atraso da 3ª jornada do campeonato, o UD Leiria - FC Porto foi disputado no Estádio Municipal da Marinha Grande, visto que o Leiria não pode utilizar o estádio da cidade, Magalhães Pessoa por falta de pagamento a algumas dívidas.
Voltando ao jogo, Vítor Pereira não facilitou, colocou em campo todos os trunfos, apesar de se tratar do último classificado da liga. Assim, Vítor Pereira fez alinhar: Helton; Fucile, Rolando, Maicon, Álvaro Pereira; Feernado, Belluschi, Moutinho; James, Hulk e Kléber.
Sinceramente era este o onze que eu esperava. Não podemos facilitar, mesmo que se trate do último classificado da liga. O campeão entrou bem no jogo, criando algumas situações que podiam ser perigosas. Antes do golo, teve o seu melhor lance numa jogada individual do Incrível Hulk.
No entanto, a equipa só "acordou" quando a União puxou dos galões e criou uma situação flagrante de golo. No seguimento desta jogada o FC Porto iniciou um contra-ataque fulminante que resultou no 1º golo do jogo, e o 1º de James esta época. Um minuto depois, Kléber podia ter feito o segundo a favor dos Dragões, mas a bola acabou por sair rente ao poste. Mas Kléber acabaria por marcar, ao minuto 36', depois de um roubo de bola de Belluschi (que reentrada no onze!), Kléber é servido pelo 7 azul-e-branco e carimba o segundo, o 1º à sua conta em jogos oficiais pelo FC Porto.
Depois do intervalo, e numa segunda parte que foi interrompida por um apagão, o golo do Leiria, à passagem do minuto 50', André Almeida, depois de um canto a favor dos leirienses que a defesa do FC Porto aliviou para a entrada da área, facturou para a equipa do Lis, ainda que tenha contado com um desvio de Maicon na trajectória da bola.
Mas, 13' depois, "El Bandido", James Rodríguez, fuzila o guarda-redes e aponta o 3º a favor do FC Porto, sem descanso, 11' depois, Kléber aponta o 2º à conta pessoal e o 4º para o FC Porto, depois de uma assistência de Álvaro Pereira. Ao minuto 78', Diego Gaúcho, depois de um livre a favor do Leiria, reduz a desvantagem. Em cima do final do jogo, Varela que entrara para o lugar do lesionado Hulk, acabaria por fazer o 5º para os portistas, depois de uma assistência de Defour, um dos reforços.
Gostei do jogo, até gostei do apagão. o FC Porto manteve o domínio, com poucos problemas, os regressos de Belluschi e James à equipa trouxeram-lhe outro vigor, outra espiritualidade... Magia é a palavra certa. James foi o melhor em campo, Belluschi um dos melhores, com participação directa em dois dos cinco golos. Kléber "matou o borrego" (FINALMENTE!). Recuando na equipa, tivemos uma defesa muito "meiguinha", Maicon esteve desconcentrado, mas não só, não funcionaram com um todo. O sector defensivo precisa de ser afinado, esperemos que o regresso de Otamendi, ao serviço da selecção argentina, venha repor a normalidade pois vêm aí adversários bem mais complicados do que a UD Leiria..

P.S.: Hulk é mesmo uma força da natureza, incrível, depois de jogar 45' na segunda-feira pela canarinha frente ao Gana teve forças para 50' ao mais alto nível. Ele é mesmo o INCRÍVEL HULK!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Acertar calendários e contas...

A Liga ZonSagres aproveita a paragem para compromissos da selecção nacional para acertar calendários.
O jogo da segunda jornada, Nacional da Madeira vs Vitória de Guimarães, terminou com uma tripla surpresa: primeiro uma vitória inesperada do Guimarães face à crise que assolava a equipa minhota; segundo pelo facto da vitória ter sido alcançada no estádio do Nacional frente a uma equipa que teve uma excelente prestação frente ao Benfica (apesar do resultado); e terceiro pelo resultado expressivo: 1-4.
Poderá isto querer indiciar que novos ares, depois da tormenta, "sopram" pelos lados da equipa da cidade berço.

Amanhã, é a vez do F.C. Porto se deslocar até à Marinha Grande para, frente à União de Leiria, acertar o calendário da 3ª jornada.
Algumas notas muito telegráficas:
1. Com a argumentação (algo incompreensível) do desgaste das prestações nas respectivas selecções nacionais e as necessárias viagens, Victor Pereira deixa de fora para o jogo frente à Leira, Guarín, Otamendi, Sapunaru. Sim... deixa de fora, nem sequer no banco se sentam.
2. Entram no lote dos convocados Walter, James, Mangala e Alvaro Pereira. Este último, parece ter sido constantemente "escondido" na fase em que o mercado estava aberto, ou por receio que desse nas vistas, ou numa clara perspectiva de venda resguardando o atleta de eventual lesão. Não havia necessidade.
3. Contrariando a mesma argumentação, Victor Pereira, convoca Hulk, apesar deste jogar hoje em Inglaterra pela selecção canarina e também estar sujeito a viagem, com muito menos tempo de repouso. O que só significa que, perigosamente, o Porto está extremamente dependente de Hulk.
3. aliás, face às questionáveis contratações, com qualidade ainda por provar, o que só atrasa o rendimento desportivo e competitivo da equipa, este ano, o dragão parece uma equipa constituída por Hulk, Moutinho e Alvaro (a ver vamos como está o rendimento deste último) e mais oito. Muito dependente de um número muito reduzido de jogadores que marquem a diferença.
4. espero estar enganado... mas acho que, desde o caso da saída de André Villas Boas, a preparação e estruturação desta época "azul e branca" tem sido muito débil e inconsistente.
A ver vamos... com muitos receios.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Hoje é dia grande no futebol... colossal!


Hoje é um dia grande para o futebol.
Hoje é um dia enorme para o futebol português.

Hoje é um dia de "colossal" esperança na conquista de um troféu (Supertaça Europeia - os dois melhores dos melhores: vencedores da Liga dos Campeõs e da Liga Europa 2010/2011) que, a verificar-se, será um momento histórico para o F. C. Porto. Não pela sua conquista, já que seria o segundo troféu, mas sim porque tal significaria (para muitos, o verdadeiro milagre) derrotar a "invencível armada" catalã do Barcelona de Valdés, Dani Alves, Piqué (embora lesionado), Fàbregas, Xavi, Iniesta e claro de Leonel Messi, comandados por Guardiola. A equipa de sonho do universo futebolístico.

Mas hoje... também é dia de "não há impossíveis no futebol". Que, pelo menos, o F.C. Porto, agora, e infelizmente, reduzido a um esforçado e trabalhador João Moutinho e a um talento de Hulk, consiga terminar o jogo no Mónaco com o "dever" cumprido e com a imagem desportiva reforçada. E só isto já será muito.

Entre tudo e mais alguma coisa que já foi dito, desde a comunicação social, aos debates e às conversas de café, é interessante a crónica de Bruno Prata na edição de hoje do jornal Público. A ler...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Acreditar...

Custa-me!!
Custa-me ver a comunidade Portista com um sentimento derrotista, custa-me!
Ainda os 90 minutos não tiveram início e já se sentem derrotados.
Não têm confiança na vossa equipa? Não acham que só eles são capazes de coisas inesquecíveis?
Justificam o sentimento derrotista com a realidade. Pois bem, ser realista é: o Barcelona é a melhor equipa do mundo, não há volta a dar. Tem os melhores jogadores do mundo, são simplesmente fantásticos. No entanto, isso não implica que estejamos derrotados logo à partida. Eu acredito na minha equipa. Acredito que eles serão capazes de entrar na história.
Podem achar que é imaturidade, estupidez ou algo do género... Mas EU ACREDITO QUE O FC PORTO É CAPAZ.
Se não têm essa confiança na vossa equipa, tenho muita pena.
Acredito na minha equipa até à última gota de suor, sempre.
EU ACREDITO!

sábado, 20 de agosto de 2011

À segunda (jornada)… ainda ferve!

Iniciou-se ontem a segunda jornada da Liga Zonsagres – 2011/2012, com o jogo F.C. Porto vs Gil Vicente, que teve lugar no Dragão.
O encontro apresentava algumas curiosidades, muito telegraficamente:
1. As saídas de Falcao e Rubem Micael para o Atlético de Madrid, sendo que Ruben será emprestado ao Zaragoça (??).
2. A estreia de Victor Pereira no comando da equipa portista em jogos oficiais no Dragão.
3. Saber-se até que ponto o “xadrez” portista seria alterado, em relação aos dois jogos anteriores (Supertaça e primeira jornada) e espectar pelos reforços que, inexplicavelmente, tardam (excepção para Kléber) em aparecer na equipa portista.
4. Confirmar, ou não, a prestação competitiva demonstrada na primeira jornada (em que a conquista de um ponto poderá ter sabido a pouco) da equipa de Barcelos.

Estavam lançados os ingredientes para um espectáculo interessante.
No entanto, após o apito inicial, muita dos factos indicados se alteraram.
A equipa de Barcelos fez uns primeiros 45 minutos muito interessantes, dos quais os primeiros 30 se revelaram, inclusivamente, dominadores (mesmo com o virar do resultado). O que foi uma cópia da imagem revelada no jogo frente ao Benfica, embora ainda seja cedo para perceber se a equipa “gilista” poderá ser uma revelação deste campeonato.
Só na segunda parte é que a equipa do F.C. Porto conseguiu assumir o jogo e demonstrar algum domínio e favoritismo. Mas não se pense que de forma consistente e muito determinada.
Esta formação portista (curiosamente algo idêntica à da época anterior, apesar da saída de Falcao) está a revelar alguma banalidade preocupante, bem como uma ausência de princípios de jogo, de ligação entre sectores, de pressão, de consistência (inúmeros passes perdidos, mal feitos, desconexados), alguma apatia, e a valer alguma capacidade técnica individual (casos de Hulk, Moutinho, Fucille e Belluschi).
Há jogadores ainda abaixo das suas capacidades: Sapunaru, Varela; e outros ainda algo inconsistentes como Rolando e Guarín. Souza e Kléber ainda não são alternativa a Fernando e a Falcao.
Falta o regresso de Alvaro Pereira (que permitiria a passagem de Fucille para o lado direito) e Fernando que completaria um meio campo mais consistente composto ainda por Moutinho e Belluschi.
Valeu, ao FC Porto, o resultado final e a conquista dos três pontos (mais pela segunda parte).
Os casos do jogo… O penalti assinalado aos dois minutos de jogo, após perda infantil da bola por Sapunaru, Otamendi chega tarde à dobra e derruba Hugo Vieira. João Vilela converte. Ficou por expulsar Otamendi que apenas viu o cartão amarelo.
Sete minutos depois novo penalti, também bem assinalado (não se medem intensidades, mas sim intenções), mas a favor da equipa portista por empurrão nas costas de João Vilela a Hulk (que aproveitou também o toque do adversário). Empate confirmado. João Vilela, ao impedir Hulk de chegar à bola e disputar o lance (marcação de pontapé de canto) deveria ter visto o cartão amarelo.
Aos 37 minutos Varela cai na área quando tinha tudo para rematar à baliza e provavelmente concretizar. Não há falta para grande penalidade!
Por último se é este o FC. Porto (principalmente o da primeira parte) que vamos encontrar frente ao Barcelona na Supertaça Europeia vai ser um suplício durante o jogo todo.
Os mais de 40 mil adeptos presentes no estádio do Dragão viram um Gil Vicente a desnortear o Porto, até ao final dos 45 minutos, não merecendo a diferença do marcador.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cuidado, não fiques sem asas!

Disseste que estava na hora, que querias experimentar outros campeonatos. Disseste que o Atlético de Madrid te agradava, que era uma boa proposta.
Depois disto, eu penso "quando o Falcao se refere a 'uma boa proposta', é dinheiro, só pode!" - como todos sabemos, sucesso desportivo é, praticamente, ZERO!
Começo pelo princípio, finalizada a época 2010/2011 teve início a novela de transferências, principal cobiçado Radamel Falcao. Barrado por uma cláusula de (apenas!!!) 30 milhões de euros. Passados alguns meses, renovaste, já sobre a alçada de Jorge Mendes, esse grande negociador.
Depois disto, a novela esteve mais calma, perto do fim, esperava eu, e tu vestido de azul-e-branco. Eis que, no final do jogo da 1ª jornada do campeonato te sais com a conversa da praxe.
Pois bem, queres sair sai. Mas não aceito um negócio por menos de 45 milhões. Não quero que incluam um jogador no negócio para "abater" ao preço! Seja ele quem for, não quero!
A ti, Radamel, desejo a maior sorte do mundo, que, a concretizar-se o negócio, sejas muito feliz e tenhas muito sucesso. Espero, que daqui a uns anos, não te venhas a arrepender, no que à parte desportiva diz respeito, claro.
Espero, sinceramente, que não venhas dizer que "foi a pior asneira da tua vida", como fizeram Deco, Lucho e outros.
Espero, sobretudo, que não te cortem as asas, que te deixem continuar a crescer enquanto jogador.
Boa sorte, é tudo o que te posso desejar neste momento.

sábado, 13 de agosto de 2011

Agora vale 3 pontos!


Vitória SC - FC Porto, o jogo "grande" (será?!) da 1ª jornada do campeonato da época 2011/2012.
Domingo, o (meu) campeão volta à competição no D. Afonso Henriques, campo difícil. Na época passada perdeu ali os primeiros pontos com o empate a 1 bola. Mas, este ano, muita coisa mudou, principalmente o treinador principal do candidato ao titulo.
Álvaro Pereira é a principal novidade nos convocados azuis-e-brancos, mas será titular?! Quanto a Fernando, continua de fora. É certo que depois das declarações no final do joga da taça de Portugal, a época passada, a massa adepta acha que deve ficar de fora. No entanto, temos de ser sóbrios, e aquele meio-campo portista, sem Fernando, não funciona da mesma maneira. Não encaixa. Souza não é fraco, mas não faz a bola 'rodar' como Fernando. Do lado do Vitória, Maranhão lesionado, é baixa. Manuel Machado tem, praticamente, todo o plantel disponível. Espero, sinceramente, que seja um bom jogo, que se deixem de quezílias.
Que nos livrem, principalmente, do espectáculo deprimente do jogo da supertaça Cândido de Oliveira.
P.S.: Espero que a minha equipa traga os 3 pontos, obviamente. Espero que entrem em campo, como sempre, sendo PORTO!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

70º título, agora mais do que oficial

Bom, a FIFA já tinha reconhecido o FC Porto como o clube com mais títulos em Portugal, 69 contra 68 do SL Benfica. No entanto, alguns "entendidos da matéria" teimaram em contabilizar uma taça latina ganha pelo SL Benfica, assim eram 69 para cada lado.
Hoje, com a conquista da 18ª Supertaça Cândido de Oliveira, o FC Porto passou a contablizar 70 troféus oficiais. Como me disseram: "agora só se quiserem contabilizar a Eusébio Cup". Também li que o FC Porto nunca conquistará essa Eusébio Cup, quanto a isso só digo GANHEM CORAGEM E CONVIDEM O FC Porto, e aí sim, falamos.
São 70, 70... são todos nossos e todos eles brilhantes, uns mais sofridos que outros, também é certo, mas são nossos.
P.S.: Temos de arranjar uma taça com o nome do grande Jorge Nuno Pinto da Costa.

Primeiro troféu disputado, primeiro troféu ganho!

O jogo entre o (MEU) FC Porto e o Vitória SC, nesta Supertaça Cândido de Oliveira, prometia ser interessante, mas foi aborrecido. Começou bem, é certo, primeiro golo logo aos 3 minutos para o FC Porto por Rolando, depois disso acalmou, tornou-se morno e algo quezilento... FC Porto deixou-se adormecer com a vantagem e o Vitória SC foi lá à frente e empatou o jogo, é assim o futebol. Mas o FC Porto reagiu e, mais uma vez, Rolando colocou os Dragões na frente, antes do intervalo.
Depois do intervalo deixou de haver futebol, segunda parte muito fraca. E, como o jogo estava fraco, o senhor Pedro Proença, árbitro do encontro, resolveu tornar-se protagonista, ora uma, ora duas e ora três vezes... bem, parece que agora há faltas que são ou não suficientes para se marcarem pénaltis (ao que nós chegámos!). Então, caro Pedro Proença, não viu o toque no pé do Micael?, não viu o empurrão ao Hulk?, não viu o 'atropelamento' ao Falcao? - bom, é que se viu "fez de conta". Era escusado o senhor Pedro Proença fazer parte das nossas prioridades quando temos de "analisar" o jogo, mas foi ele que assim quis... Nem parecia o árbitro que apitou (e muito bem, diga-se) o FC Porto 3 SC Braga 2, no Dragão a época passada. Senhor Pedro Proença, peço-lhe que reveja o jogo para evitar novas situações destas.
Para finalizar, muito bem FC Porto, temos de manter o hábito de ganhar, seja a jogar bem ou mal. E uma nota final para os jogadores do Vitória, que depois de receberem as medalhas se dirigiram para junto dos jogadores do FC Porto para os cumprimentar e felicitar pela vitória.
P.S.: Rolando, peço-te que mudes de número de telemóvel (assim André Villas-Boas deixa de o ter!)

domingo, 7 de agosto de 2011

Está aberta a época 2011/2012

A época de futebol nacional 2011/2012 tem o seu início marcado para hoje, pelas 21.00 horas, no Estádio Municipal de Aveiro.
Em jogo o primeiro troféu da época: A supertaça Cândido Oliveira que coloca FC Porto e Guimarães em confronto directo.
Eu sei que a minha sócia Mi Gonçalves não vai gostar muito... mas há quatro notas que merecem destaque para o encontro de hoje à noite.
1. Uma das dúvidas e centro das atenções será a estreia de Victor Pereira no comando dos dragões em jogos oficiais.
Para muitos portistas (não vale a pena esconder, e eu fui um desses, já publicamente reconhecido) este início da época 2011/2012 faz recordar o arranque da época anterior no que respeita à escolha do treinador da equipa portista. Mas se havia algumas dúvidas em relação a André Villa Boas apesar do seu percurso como adjunto e a sua curta experiência aos comandos da Académica, o certo é que o currículo de Victor Pereira deixa margem para alguma preocupação a este nível tão elevado. Só espero voltar a enganar-me no final da época, como aconteceu na época transacta.
2. A segunda nota vai para a equipa minhota.
Já com um ritmo competitivo ligeiramente mais adiantado do que a equipa portista (fruto das provas eliminatórias da Liga Europa que garantiram um lugar no play off frente ao Atlético de Madrid), será com alguma curiosidade que se espera para ver se a final da Taça de Portugal na época anterior (6-2 resultado final) foi um percalço e se o Guimarães se afigura como uma equipa de cariz europeu (posição da classificação nacional).
3. Pela lista dos convocados, onde figuram os nomes de Guarín e Falcao regressados aos trabalhos portistas apenas nesta semana, é bem provável que Victor Pereira mecha muito pouco no "xadrez" do Dragão da época anterior. Esta perspectiva de continuidade (a máxima: equipa que ganha não se mexe) poderá transmitir alguma confiança e conforto para todos (jogadores, equipa técnica e adeptos/sócios). No entanto, resta saber se em termos tácticos há alguma inovação e alguma identidade do treinador ou se, também nesse campo, se manterá o esquema Villas Boas. E, em caso positivo, se uma tão excessiva repetição da "imagem" do ano anterior não poderá ser um "handicap" para a prestação portista e uma vantagem para os adversários.
4. Para finalizar, alguma apreensão com este início de época.
É normal, em todos os clubes, a necessidade de reforços, dependendo o seu número da sustentabilidade, estrutura e prestação desportiva do clube em causa. Há sempre sectores que precisam de ser reajustados, melhorados ou reforçados. Isto independentemente da equipa ter alcançado os objectivos a que se propôs na época transacta.
E olhando para os principais candidatos ao título (que por mais que insistam são apenas três), mesmo desvalorizando os resultados da pré-época - sejam jogos de preparação, torneios, taças ou apresentações aos sócios - o que me afigura é que o Benfica (basta olhar para a segunda parte do jogo da Eusébio Cup de ontem) e mesmo o Sporting trabalharam melhor a integração dos reforços que o FC Porto, o que poderá indiciar uma melhor qualidade técnico-táctica dos adversários dos Dragões.
E digo isto com alguma apreensão face à lista de convocados (desconhecendo o onze inicial) de Victor Pereira para o embate de hoje à noite: Guarda-redes: Bracali e Helton. Defesas: Fucile, Maicon, Otamendi, Rolando, Sapunaru e Sereno. Médios: Belluschi, Guarin, João Moutinho, Ruben Micael e Souza. Avançados: Djalma, Falcao, Hulk, Kleber e Varela.
Destes 18 atletas apenas três dos oito reforços inscritos pelo FC Porto (sendo que um deles é o Guarda-Redes suplente) fazem parte dos convocados para este importante início da época. E reforço o importante porque, tal como aconteceu na época 2010/2011, um bom início, mesmo que neste caso não seja frente a um dos candidatos ao título, não deixa de ser anímica e psicologicamente importante.
Às 21.00 horas logo se vê... (a roer as unhas).