regresso

Regresso ao "Debaixo dos Arcos"
Este espaço pretende apenas apresentar publicamente uma visão sobre o futebol (com outras modalidades à mistura), de forma desapaixonada, independentemente da(s) cor(es) clubística(s). Sem qualquer pretensão oficiosa ou oficial. E que conta com a preciosa colaboração da Mi Gonçalves.
Mostrar mensagens com a etiqueta crónicas Futebol Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta crónicas Futebol Portugal. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Agora é "à séria"...



A época 2011-2012 de futebol tem o seu início marcado para o próximo Domingo, dia 7, em Aveiro.
Em causa está o encontro da Supertaça Cândido de Oliveira que repete a final da Taça de Portugal da época transacta entre o Porto e o Guimarães (campeão nacional e, neste caso, finalista vencido).


Será um encontro em que está em disputa o primeiro troféu da época e é sempre importante para qualquer equipa entrar na próxima época com “o pé direito”, principalmente pela vertente emocional e psicológica. Para o Porto é importante ganhar e demonstrar, logo no início, uma atitude vencedora e ganhadora, para a revalidação do título.
Para o Guimarães uma vitória ou uma clara prestação será a confirmação de um “eterno” candidato à zona Europa e, quem sabe, o assumir uma outra relevância no campeonato nacional tal como acontece com o Braga desde algumas épocas a esta parte (vamos ver se esta ano mantém, o que me levanta algumas dúvidas).
É chegada a altura para terminarem as experiências, os testes, os ensaios de plantel e de sistemas tácticos. É, apesar de ser apenas um jogo (e uma final), altura para as equipas provarem que todo o trabalho da pré-época “encaixou” nos objectivos e no planeamento geral e se os reforços merecem o estatuto… sem desculpas.
Como se diz na gíria, chegaram os jogos “à séria”…

sábado, 30 de julho de 2011

Portugal a caminho do Brasil


Cinco séculos depois dos Descobrimentos Portugal está de novo a caminho do Brasil, desta vez para fazer parte das 32 selecções que estarão na fase final do Mundial de Futebol FIFA 2014. (12 de Junho a 13 de Julho)
Mas para que tal seja uma realidade, Portugal tem de conquistar um lugar no Grupo F da fase de Qualificação da Zona Europa que lhe permita obter o "passaporte" para a prova raínha do futebol.
O sorteio, realizado hoje, dia 30 de Julho, no Brasil, ditou que a selecção nacional defrontará as selecções da Rússia, Israel, Irlanda do Norte, Luxemburgo e Azerbeijão.
Do favoritismo à surpresa, passando por percalços que podem ditar o insucesso e a decepção, tudo pode acontecer neste grupo. Portugal, evitando dissabores e decepções de outras épocas, terá de estar bem preparado, bem concentrado e taticamente eficaz.
Não se pense que apenas a Rússia se afigura como o maior opositor/adversário.
À semelhança do que já aconteceu com o Azerbeijão, Israel e Irlanda do Norte poderão ser as selecções que marcarão o sucesso ou o insucesso da campanha lusa para a "conquista" do Brasil.
Para além de que, nesta altura, não se saberá quem será o seleccionador nacional, já que o contrato de Paulo Bento terminará antes (resta saber se renovará ou não).
Pelo meio, como se sabe, ainda está em jogo o Euro 2012.


Mundial de 2014 andou à "roda"


Realizou-se, hoje, no Brasil, o sorteio da fase de Grupos, das várias zonas (África, América, Ásia, Europa e Oceânia), para o Mundial de 2014.
O Mundial de 2014 terá lugar no Brasil e o resultado da distribuição das selecções pelos diversos grupos e zonas pode ser consultado aqui.
Portugal ficou colocado no Grupo F da zona Europa e defrontará as selecções da Rússia, Israel, Irlanda do Norte, Azerbeijão e Luxemburgo.

Algumas curiosidades sobres este Mundial que se realizará em "casa" do eterno favorito: Brasil, durante cerca de um mês - entre 12 de Junho a 13 de Julho de 2014.
Contrapondo o despesismo dos dinheiros públicos empregues no Euro2004, no Mundial de 2014 (e note-se que se trata de um Mundial - mais selecções, mais grupos) apenas serão utilizados entre quatro a seis estádios.
O último Mundial de Futebol realizado no Brasil data de 1950, vencido pela selecção do Uruguai que derrotou o Brasil na "final four" (não houve uma final tradicional) por 2-1.
Desde hoje até ao dia 12 de Junho separam-nos 888 dias, sendo realizados 824 jogos para apurar as 31 selecções que estarão, juntamente com o Brasil, na fase final.

Anexos...
Regras do Futebol (2011-2012)
Regulamento Mundial de Futebol 2014 (Brasil)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Remate à barra… (apontamentos colaterais)

Selecção Nacional com novo "timoneiro"
Os factos:
Está encontrado e anunciado, com pompa e circunstância, o novo seleccionador nacional da Selecção de Futebol: Paulo Bento.
O acordo com a FPF prevê um contrato de dois anos, válido até Julho de 2012.
Paulo Bento surge à frente dos destinos da selecção depois do "caso" Carlos Queirós, da "novela" José Mourinho e de uma lista de nomes (que nunca se mostraram disponíveis) onde figuravam Humberto Coelho e Manuel José, entre outros...
Do currículo do treinador, enquanto técnico do Sporting - equipa principal, constam quatro segundos lugares na liga profissional, duas Taças de Portugal e duas Supertaças.
Paulo Bento marcou por 35 vezes presença na Selecção Nacional, enquanto jogador, tendo sido convocado para as fases finais do Euro2000 e do Mundial2002.
Paulo Bento leva consigo para a FPF como treinador adjunto Leonel Pontes, preparador físico João Aroso e como treinador de guarda-redes Ricardo Peres.
Da próxima convocatória oficial não estarão os nomes dos indisponíveis, Deco, Paulo Ferreira, Miguel, Simão.
A direcção da FPF está demissionária e aguardam-se eleições federativas.

Os considerandos:
Pessoalmente gostei do trabalho do Paulo Bento enquanto treinador do Sporting Clube de Portugal em quatro épocas consecutivas, sendo inquestionável a sua capacidade para liderar um plantel desequilibrado (em relação à concorrência directa), jovem e com um número considerável de jogadores formados na academia leonina (contrariando a actual tendência dos clubes nacionais). Aliás, ainda numa óptica pessoal, quando foi referido o nome de Paulo Bento para treinador do FCPorto, era uma hipótese que não me desagradava (ao contrário da surpresa André Villa-Boas).
Mas independentemente das capacidades de Paulo Bento (quer as técnicas, quer as da sua personalidade) há outros factores que importa considerar.
Começa logo pelo facto de Paulo Bento não ser um treinador que mobilize e cative os adeptos, sendo, eventualmente, mais as vozes dissonantes do que as concordantes quanto à sua contratação.
Além disso, a imagem que a própria direcção da FPF criou em relação à selecção e à estrutura federativa (caso Queirós e a obsessão José Mourinho) afastaram, claramente, os portugueses da selecção e do seleccionador.
Ainda a propósito do péssimo contributo da direcção da FPF para a imagem da selecção, a atribuição a Paulo Bento da responsabilidade de gerir a equipa das quinas (mesmo que o não seja) transmitiu a sensação de desespero, de incapacidade para encontrar técnicos disponíveis e interessados num projecto que se afigura como um "presente envenenado".
À parte, o facto da direcção da FPF ter arrastado o processo Carlos Queirós e toda a trapalhada administrativa e judicial, sem qualquer preocupação com a avaliação da presença no Mundial de África do Sul, com o trabalho ao nível da formação, com a definição de estratégia para o futuro, deixam uma inquietação legítima: o que acontecerá depois de esta direcção ser substituída?!
Há legitimidade para a continuação de Paulo Bento e será este a melhor opção técnica para a futura direcção da FPF?
Que avaliação, definição e estratégia está delineada para o futuro dos trabalhos técnicos da FPF?!
Não teria sido preferível que a FPF tivesse, logo após o Mundial2010, tentado rever e estruturar a sua organização, em todos os seus sectores?! Nomeadamente, o acautelar atempadamente de eleições federativas?!
Não é apenas e tão só o trabalho técnico e a substituição do seleccionador que importava questionar. É todo um conjunto estrutural que importa mudar...
Boa Sorte ao Paulo Bento... Por Portugal

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Finalmente... a primeira à terceira!!!

Perdoem-me o trocadilho mas o facto é que o Beira Mar conseguiu a sua primeira vitória, nesta Liga ZonSagres 2010-2011, à terceira jornada e frente a um ‘histórico e tradicional’ rival regional: a Académica de Coimbra.
O primeiro registo vai para, em Agosto e em pleno período de férias, terem marcado presença no estádio Municipal de Aveiro, cerca de 3300 pessoas.
Se para uma questão de sustentabilidade e dignidade do futebol e do espectáculo, o registo de espectadores é deveras insatisfatório, não deixa de ser um facto que, no caso do Beira-Mar e para este período de arranque da Liga, o número parece-me satisfatório.
Número de espectadores que, na sua maioria, deixaram o estádio de Aveiro com a feliz sensação do sabor a vitória, mais pelo resultado do que pelo jogo em si.
E a realidade é que o encontro entre uma equipa que jogou “de peito feito” na semana anterior no Dragão (apesar do resultado final) – Beira-Mar, e a equipa que registou a primeira surpresa da época ao vencer o Benfica no estádio da Luz – Académica, foi um jogo morno, lento, muito disputado a meio-campo, com muitas dificuldades ao nível da certeza do passe, apesar do domínio da formação aveirense, nomeadamente na primeira-parte e na resposta ao golo do empate da Briosa. Daí não ser de estranhar que, estatisticamente, o Beira-Mar tenha registado 18 remates contra 5 dos academistas.
Outro dado que demonstra a falta de velocidade e de emoção no jogo em Aveiro, é o facto de apenas Sougou, aos 37 minutos, ter visto o cartão amarelo.
O Beira-Mar acabou por vencer num jogo onde foi mais ofensivo, mais eficaz, mais dominador, apesar de não ter sido um encontro bem disputado, sem emoções, onde as componentes táctica e técnica nem sempre foram bem trabalhadas.
Fisicamente, as duas formações estiveram abaixo do recomendado e esperado para a época, o que resultou num jogo, na maioria do tempo, pouco motivador para quem esteve nas bancadas do Estádio Municipal de Aveiro (espelho desta realidade foram as inúmeras vezes que os jogadores se aproximaram dos bancos para beber água).
Fica como destaque, de qualquer modo, a entrega dos jogadores e a vontade dos técnicos em ganhar o encontro.
Enquanto Leonardo Jardim estruturou a sua equipa de forma ofensiva, num 4x1x3x2, dominando o meio-campo e sendo a equipa que mais direccionou o seu jogo para a baliza contrária, Jorge Costa viu no golo do empate (aos 59 minutos fruto de uma desatenção da defesa do Beira-Mar, aproveitada por Sougou) alguma esperança e possibilidade de vencer o jogo, efectuando, aos 63 minutos, três substituições de uma só vez.
Mas Djamal, culminando uma boa resposta do Beira-Mar ao empate conseguido pelos academistas, dez minutos depois repunha a verdade desportiva e marcava o golo da primeira vitória dos aveirenses (primeiro golo da equipa de Aveiro foi conseguido em cima dos 45 minutos, por Wilson Eduardo que cada vez mais se afirma como peça importante no plantel de Leonardo Jardim).
Importante o resultado face a um adversário do mesmo campeonato e destaque final para a estreia do último reforço: Ronny.
A pausa no campeonato será importante para recuperar fisicamente e permitir consolidar esquemas e modelos de jogo, nos dois emblemas.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

À terceira é de vez...


O Futebol Clube do Porto conquista a posição de líder da Liga ZonSagres à terceira jornada.
Três jogos correspondem a outras tantas vitórias, sem golos sofridos (o que, em parte, vai contrariando a minha visão sobre o sector mais débil do plantel portista – o centro da defesa) e com uma média de dois golos marcados por jogo.
O Porto resolveu, com alguma clareza e eficácia, um jogo que se afigurava complicado, com um adversário bem estruturado, que coloca bastantes dificuldades quando joga no seu estádio, com os sectores do seu esquema táctico (concretamente o mesmo do Porto – 4x3x3) bem juntos e interligados, não permitindo muitos espaços entre si (aproveitando as limitações das dimensões do campo) e não concedendo muitos espaços aos adversários.
A concentração e a eficácia ofensiva foram as melhores armas da equipa portista, num encontro que poderia ter sido ainda mais complicado se fosse assinalado o penalti de Álvaro Pereira sobre Tarantini, quando o marcador registava 0-1 (diga-se, a bem da verdade, o primeiro golo de Hulk resulta de um lance limpo e válido) e antes do final da primeira parte.
Sendo certo que sem a garantia de concretização (veja-se o caso do Benfica vs Setúbal), mesmo que a grande penalidade resultasse no empate da equipa de Vila do Conde, o FC Porto já demonstrou esta época ter uma disciplina táctica, um controle emocional, (por exemplo jogo da Supertaça ou, mais concretamente, o jogo com o Genk da segunda-mão), uma concentração eficaz, que permite recuperar situações de desvantagem de forma “cirúrgica” e desportivamente “cínica”.
Continua, no entanto, a minha preocupação com dois sectores do plantel e do modelo de jogo portista. O Dragão precisa de uma maior eficiência (já que eficácia tem conseguido) do centro da defesa, para garantir uma melhor qualidade e consistência ao plantel e ao seu jogo, bem como as reduzidas opções para os extremos/alas, permitindo dar uma maior profundidade ao seu jogo.
A terminar, alguns destaques telegráficos: regresso de Fucile e Rodriguez; Hulk assume-se como verdadeiro goleador (pessoalmente, acho que falta muita coisa para o jogador ser extraordinário: por ex. disciplina táctica, visão de jogo, colectivismo); Falcao não tem marcado mas tem tido um papel e um desempenho desportivo (eficácia + eficiência) muito relevante e importante no eixo do ataque portista.
Por fim, esta paragem, à terceira jornada, não vai ter os mesmos efeitos em todos os clubes. Muitos vão aproveitar para recuperar jogadores, para afinar as questões tácticas, para entrosar novos jogadores (p. ex. Beira-Mar, Benfica, etc), mas outros vão sentir a ausência competitiva e o manter do ritmo competitivo (casos do Braga e do Porto).

sábado, 21 de agosto de 2010

Visto do lado de fora...

Se é certo que em termos desportivos as “desgraças” alheias são sempre as “bonanças” dos outros, também não deixa de ser verdade que o percurso histórico e o peso desportivo no futebol nacional de alguns clubes e respectivos jogadores merecem alguma reflexão, mesmo que de forma desinteressada.
O futebol, como é claramente reconhecido e à semelhança de muitos outros desportos (individuais ou colectivos), é um desporto de emoções, e, normalmente, emoções muito fortes e díspares.
Como se ousa dizer na gíria popular, “hoje bestiais, amanhã bestas”, em função das circunstâncias competitivas e dos resultados desportivos.
No caso do Sporting Clube de Portugal é algo anormal e difícil de descrever esta “travessia do deserto” que, por maiores que sejam as críticas, não se resume apenas às épocas da gestão de Bettencourt.
São demasiadas as gestões falhadas, sejam a nível desportivo, sejam ao nível institucional.
Do ponto de vista emocional, o clube revela, desde os seus sócios, aos dirigentes, aos treinadores e terminando nos jogadores, em cada época que se inicia uma pressão psicológico algo desproporcional e descontextualizada.
Porque não se percebe que um clube que tem a melhor academia de formação nacional, que já deu ao futebol português (ou que envergaram as cores leoninas) nomes como “os 5 violinos” (Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano), Yazalde, Manuel Fernandes, Damas, António Oliveira, Jordão, Oceano, Paulo Futre, Cadete, Pedro Barbosa, Figo, Simão Sabrosa, Paulo Bento, Ricardo Quaresma, Cristiano Ronaldo, Moutinho, Miguel Veloso, entre muitos outros, não consegue concretizar em estabilidade desportiva todo este património.
Porque também não se percebe que um clube que teve à frente da orientação dos seus profissionais treinadores com experiência e créditos profissionais como Otto Glória, Malcolm Allison, Laszlo Bölöni, Giuseppe Materazzi, John Toshack, Fernando Santos, Marinho Peres, Paulo Bento, Carlos Queirós, Bobby Robson, entre outros tantos, tenha ficado aquém das potencialidades do clube e das aspirações dos seus sócios e adeptos.
Mas será esta a história do clube?! Será tão difícil de perceber que o desporto é feito de ciclos?! Será que os responsáveis pelo clube e os seus associados não conseguem ter o afastamento emotivo suficiente para compreenderem e viverem as competições e cada jogo com análise crítica, mas com a frieza suficiente para saberem que o desporto é feito de vitórias e derrotas, às quais acresce a dignidade, o profissionalismo e o respeito pelo clube?!
È que para os mais esquecidos, o Sporting, nos últimos 10 anos (para se ter uma noção mais clara), venceu dois campeonatos nacionais (2000 e 2002), três Taças de Portugal (2002, 2007 e 2008) e quatro supertaças “Cândido de Oliveira” (2000, 2002, 2008 e 2009).
Será assim tão pouco?!